Sérgio Ricardo homenageado na MFL 2009

Escolhemos o Sérgio Ricardo muito devido a sua multiplicidade como artista: embora seu lado musical seja o mais conhecido, ele também é artista plástico, escritor e cineasta. E isto é a cara da MFL, que nunca quer se sentir presa a uma só modalidade, embora tenhamos um comprometimento maior com o audiovisual. A segunda razão é para redescobrir tanto o cineasta quanto seus filmes. Geralmente homenagemos diretores consagrados de invenção, mas que não tem tido o devido reconhecimento atualmente. Pouca gente sabe que SR é cineasta e seus curtas e longas são pouquíssimo vistos, atingindo o inconveniente status de raridade. E quando se vê a sua produção, nota-se a influência de "outras liberdades", como a da Nouvelle Vague, do Neo-Realismo Italiano e do Cinema Novo (no curta "O Menino da Calça Branca", 1962, e no longa "Esse Mundo é Meu", 1964), do amor livre do final dos anos 60 ("Juliana do Amor Perdido", 1967) e a influência do Tropicalismo e do psicodelismos, no alegórico "A noite do espantalho" (1973). Este último tem participação de Alceu Valença e Geraldo Azevedo como atores. Também exibiremos "Deus e o diabo na terra do sol", de 1964, cuja trilha de SR tornou-se clássica.


Em breve publicaremos aqui mesmo diversos textos, fotos, e uma sútil entrevista com nosso querido homenageado!



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